segunda-feira, 28 de maio de 2012

"Ação de Lula foi indecorosa" diz ministro Celso de Mello

Celso de Mello: ação de Lula foi indecorosa


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria passível de impeachment caso estivesse exercendo o cargo. A declaração foi dada em entrevista ao site Consultor Jurídico, reproduzida pelo Blog do Noblat no site do GLOBO. A afirmação de Celso de Mellon veio após a divulgação de uma encontro entre Lula e o ministro Gilmar Mendes que, em entrevista à revista "Veja", acusou o petista de tentar adiar o julgamento do mensalão. Em troca, o petista teria oferecido a blindagem Gilmar Mendes na CPI do Cachoeira.

O Globo

Márcio Lacerda nega alinhamento com o PT


O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), negou informações de bastidores de que seu partido teria mudado de direção política e estaria se alinhando ao PT em grandes cidades do Estado. 

Em Minas, o PSB faz parte da base do governador tucano Antonio Anastasia. "Isso é fofoca. Estamos caminhando bem (com os tucanos)", disse o prefeito, ontem, durante o evento de entrega da revitalização do conjunto residencial IAPI, na região Noroeste da capital. A aproximação com o PT estaria sendo orquestrada pelo ex-presidente Lula, que está se aproximando do presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. A estratégia de Lula já teria abalado a relação política senador Aécio Neves (PSDB) com Lacerda, e, segundo cálculos de dirigentes do PSB estadual, ameaça destruir metade das parcerias seladas na disputa municipal de 2008.

O Tempo

PT continua com sua crise interna

Petistas enfrentam urnas sem estrelas


O PT enfrenta dificuldades em formar alianças com os principais partidos da base aliada e vê os seus candidatos amargando percentuais pífios de intenção de voto - o principal nome, Fernando Haddad (SP), não decola dos 3% nos quais estacionou há seis meses.
(...)
 Indefinição em BH
Em Belo Horizonte, o PT ainda precisa superar uma crise interna antes de definir quem será o vice na chapa do prefeito Marcio Lacerda (PSB), que tenta a reeleição com o apoio dos petistas. A escolha, prevista para o dia 10, movimenta vários nomes do partido, dividido entre o grupo do atual vice-prefeito, Roberto Carvalho, rompido com Lacerda, e os militantes ligados ao presidente estadual da legenda, Reginaldo Lopes.

Estado de Minas

Lacerda ou Lacerda




Com a mudança de planos de Fernando Pimentel, que decidiu não disputar o governo de Minas em 2014, não restam dúvidas no PT sobre quem o partido lançará na sucessão de Anastasia: Marcio Lacerda. "É a lógica", como disse um petista de alto escalão. 

Simplesmente, não há outra opção. É Lacerda. Ou Lacerda. Daí, a guerra fratricida no partido em torno da vaga de vice-prefeito. Ou de futuro prefeito de BH.
(...)
O Tempo / Raquel faria

PSDB realiza Encontro Estadual sob a liderança de Aécio Neves

A qualificação das administrações municipais


É no processo eleitoral que começa a se definir a qualidade das administrações que nascerão das urnas. O perfil dos eleitos é um retrato do grau de informação, consciência e organização da sociedade. O poder econômico, o populismo e a demagogia interferem negativamente na formação das intenções de voto.
(...)
E para alavancar vigorosamente as campanhas tucanas em toda Minas Gerais, realizamos no último 25, em Belo Horizonte, com a presença de Aécio, Anastasia e Sérgio Guerra, o Encontro Estadual do PSDB-MG, com a participação de centenas de pré-candidatos dos quatro cantos do Estado.

O Tempo / Marcus Pestana

Falso dilema, novo artigo de Aécio Neves na Folha

Aécio Neves - Blog: http://dropsmisto.com
Aécio Neves líder da oposição
Fonte:  Folha de S.Paulo - 28/05/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/45397-falso-dilema.shtml

Falso dilema


A crise econômica que ameaça derreter a zona do euro vem se constituindo em terreno fértil para a propagação de confrontos inúteis, como o que, neste momento, opõe os adeptos da austeridade e os do crescimento econômico. 

Em certo nível, esse é um falso dilema que paralisa governos e retarda soluções. 

Falo por experiência própria, adquirida no enfrentamento da gravíssima crise que se abateu sobre o Estado de Minas Gerais em 2002. 

A solução foi justamente aliar austeridade e crescimento. Com o apoio da sociedade organizada, o choque de gestão reduziu drasticamente os desperdícios e gastos com a máquina pública, ao mesmo tempo em que implantou inovações estimuladoras de parcerias e novos investimentos. 

Recuperamos a capacidade do Estado de prover infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços essenciais, e assim crescemos quase sempre acima da média nacional, até o advento da nova crise. 

Sintetizo essa experiência para defender que, na lógica dos novos modelos de gestão, austeridade e crescimento são objetivos complementares. E que a sociedade estará sempre disposta a sacrifícios, desde que compartilhe os desafios e vislumbre as soluções. 

Outra questão importante é recolocar a crise na perspectiva real do país. Definitivamente, não somos uma ilha de prosperidade. Os números do primeiro trimestre, com queda importante da atividade econômica e a redução da geração de empregos, confirmam a permanência do cenário de grande instabilidade e de novos riscos. 

O desarranjo internacional alcança não só a Europa e os EUA, mas também a China, grande compradora do Brasil, que já dá os primeiros sinais de arrefecimento. 

Não devemos nos considerar eternamente em berço esplêndido e nem acreditar em soluções por geração espontânea. O cenário de relativa tranquilidade tem suas origens, como reconhecem dez entre dez analistas isentos, nas políticas e reformas estruturais realizadas nos anos 90, ainda sob a presidência de FHC. 

De lá para cá, pouco fizemos para destravar o crescimento. Avançamos muito mais beneficiados pela conjuntura externa favorável e pela grande alta de preços das commodities do que pela superação das distorções internas de fundo. 

A agenda não mudou: educação precária, mão de obra de baixa qualidade, altíssima carga tributária, juros abusivos, câmbio desequilibrado e investimento público insuficiente, que ignora os gargalos de infraestrutura e impõe custos exorbitantes à produção. 

Lamentavelmente, a necessária agenda da competitividade só ganha fôlego e relevância sob o regime das crises e da emergência. Vencida a tormenta, volta a se reacomodar no elenco das grandes tarefas ainda por fazer. 

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

sábado, 26 de maio de 2012

PT teve 20 vezes mais doações do que o PSDB

PT teve R$ 50 milhões em doações em 2011


Outrora defensor das campanhas de arrecadação de fundos entre filiados, o PT mudou. Para tentar acabar com o déficit de R$ 44,5 milhões que registrou no final de 2010, a legenda partiu para uma ofensiva no ano passado sobre grandes empresas, a maior parte dela com negócios milionários com o governo federal. Assim, conseguiu em 2011, um ano sem eleições, R$ 50,7 milhões em doações, fechando as contas ainda no vermelho, mas com a dívida bastante reduzida: R$ 6,4 milhões. O que o PT arrecadou ano passado corresponde a aproximadamente 20 vezes o que o PMDB e o PSDB, cada um, no mesmo período. De contribuição de seus filiados, o PT contabilizou pouco mais de R$ 7 milhões.

O Globo